PRODUTO EM PRÉ-VENDA: DISPONÍVEL PARA ENVIO EM 27.02.2026
Coleção Combates - nº 2
Em um momento dramático, marcado pelo genocídio do povo palestino e pela reconfiguração geopolítica global, Gaza: a última colônia do Ocidente surge como análise direta e incisiva das raízes e da natureza do sionismo. Amparado em amplo conjunto de fontes e por autores como Ilan Pappe, Abram Leon e Breno Altman, Samuel Braun propõe uma revisão radical dos mitos fundadores do Estado de Israel.
Inicialmente, o livro aborda a Antiguidade para separar as narrativas míticas de fundação da realidade arqueológica, demonstrando como a identidade hebraica foi forjada e, na sequência, transformada em identidade diaspórica. Avançando rumo à modernidade, Braun levanta as raízes materiais do antissemitismo europeu, sustentando que este não é mero preconceito religioso, mas um produto das contradições do capitalismo. É nesse cenário que nasce o sionismo, não como resposta ao antissemitismo, mas como sua adaptação política: um nacionalismo que espelha a lógica excludente do imperialismo europeu e que, posteriormente, se apropria da tragédia do Holocausto para legitimar um novo projeto colonial.
Outro foco da obra é expor a arquitetura da ocupação israelense, consolidada após a Guerra de 1967. A partir do conceito de “megaprisão”, Braun descreve como os territórios palestinos, em especial a Faixa de Gaza, foram transformados em um vasto sistema de encarceramento a céu aberto. O livro detalha a evolução desse controle, desde a administração militar direta até a governança neoliberal implementada com os Acordos de Oslo, que, sob o manto de processo de paz, institucionalizou a dependência e a fragmentação; um modelo que configura um regime de apartheid, não apenas por meio de muros e checkpoints, mas por engrenagens legais, burocráticas e tecnológicas.
A revelação das forças ideológicas que sustentam essa ordem também é uma parte importante da obra. Braun expõe como a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), em conjunto com o sionismo cristão e a direita global, promove uma ofensiva para criminalizar qualquer crítica a Israel, equiparando antissionismo a antissemitismo. Essa aliança, segundo o autor, busca sequestrar a memória do Holocausto, transformando-a em escudo moral para a contínua opressão do povo palestino.
Para Braun, o sionismo não constitui um movimento de libertação nacional do povo judeu, mas sim a mais duradoura e sofisticada expressão do colonialismo europeu. “Descolonizar a memória” para romper com o ciclo de violência, restituir ao Holocausto seu significado universal de alerta contra a barbárie e reconhecer a Nakba palestina como um evento histórico central seriam ações essenciais para o horizonte de paz em um Estado único, democrático e laico.
Gaza: a última colônia do Ocidente
Autor: Samuel Braun
ISBN: 9786584972223
Edição: 1ª
Ano de publicação: 2026
Páginas: 84
Dimensões: 13,5cm x 21cm
Peso: 0,090
Encadernação: brochura com grampos
Revisão: Da Vinci Livros
Capa e projeto gráfico: Maikon Nery
Diagramação: Victor Prado
Graduado em Sociologia e Antropologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre em Ciência Política pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e doutorando em Economia Política Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Leciona políticas públicas na UERJ e atua como pesquisador em teoria do voto e geopolítica com ênfase em economia política internacional, processos eleitorais e dinâmicas de poder em contextos de conflito. Integra o Laboratório de Estudos Políticos e Pesquisas da Metrópole (LEPPEM) e o Laboratório de Eleições, Partidos e Política Comparada (LAPPCOM), além de contribuir com publicações especializadas em política internacional, política externa e economia como o Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU) e o site Opera Mundi. É também membro fundador do Instituto de Finanças Funcionais para o Desenvolvimento (IFFD Brasil) e vice-presidente do Partido dos Trabalhadores no estado do Rio de Janeiro.





